Brasília, 03/10/2026 — Pedro Peduzzi
Na véspera do primeiro turno das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou, neste sábado (3), uma checagem final dos seus sistemas e emitiu a chamada zerézima durante cerimônia em sua sede em Brasília. O procedimento atesta que as plataformas estão zeradas e aptas a operar no dia de votação.
A zerézima é o relatório que comprova que, antes do início da votação, não há votos registrados nas urnas ou nos sistemas que fazem a recepção e a totalização dos dados eleitorais. A medida integra as ações de transparência e segurança adotadas pela Justiça Eleitoral.
Quatro sistemas verificados
O TSE informou que a conferência abrangeu quatro sistemas essenciais: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna, Informação de Arquivos de Urna e o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). A validação busca garantir que os programas em operação sejam os mesmos que foram assinados digitalmente e lacrados pela Justiça Eleitoral.
Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, explicou que a verificação utiliza assinaturas digitais e resumos digitais (hashes) como identificadores únicos dos arquivos. Segundo ele, qualquer alteração, mesmo mínima, altera o resumo digital e impede a coincidência com a assinatura registrada.
“Esses testes confirmam que os sistemas instalados no TSE correspondem aos que foram assinados digitalmente na cerimônia de assinatura e lacração ao longo do ano”, afirmou Júlio Valente.
Rotina de segurança
Procedimentos análogos ocorrem também nas seções eleitorais antes da abertura das votações: as urnas são verificadas e um relatório é emitido para atestar que estão em condições de receber votos e sem registros prévios. Essas etapas fazem parte de um conjunto de controles técnicos e administrativos voltados para a integridade do processo eleitoral.
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via Agência Brasil