Por Tâmara Freire — Repórter
Rio de Janeiro, 03/10/2026 — Tribunais regionais eleitorais de todos os estados realizaram neste sábado (3) os últimos preparativos para o primeiro turno, com a distribuição e instalação das urnas eletrônicas nos locais de votação.
Mais de 560 mil urnas estão sendo transportadas para as seções eleitorais, onde serão posicionadas, lacradas e mantidas sob guarda policial até o início da votação. Desse total, aproximadamente 499 mil máquinas são as necessárias para a votação; outras quase 65 mil ficarão em reserva para substituição imediata em caso de falha.
Devido à escala da operação, tribunais estabeleceram parcerias logísticas com órgãos públicos locais. No Rio de Janeiro, parte das urnas foi deslocada em ônibus escolares, com apoio de servidores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) cadastrados para auxiliar no transporte.
Preparação das seções e fiscalização
Nos locais de votação, equipes da Justiça Eleitoral e voluntários convocados organizaram os ambientes, sinalizaram o fluxo de eleitores e afixaram materiais informativos. Antes da abertura dos locais, os voluntários responsáveis pelas mesas terão que emitir a zerésima de cada urna, procedimento que atesta que não há votos registrados nos equipamentos.
Também foram realizadas cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização, procedimento já promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral, que demonstra que o banco de dados de totalização se encontra zerado.
Auditorias programadas
Os tribunais sortearam urnas para auditorias que ocorrerão no domingo, como etapa adicional de verificação. Parte das máquinas será submetida a testes de autenticidade nas próprias seções: juízes eleitorais verificarão se os programas instalados correspondem aos sistemas desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo TSE.
Outra parcela das urnas sorteadas será recolhida antes do início da votação e transportada para locais seguros e abertos à fiscalização pública. No Rio de Janeiro, por exemplo, esses locais incluem o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getulio Vargas. Nestes pontos, fiscais serão convidados a depositar votos em papel em uma urna comum e a registrar os mesmos votos na urna eletrônica; em seguida, os resultados dos dois métodos serão comparados para confirmar a correspondência.
Garantia de transparência
Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, os procedimentos realizados no sábado constituem “mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado”.
O desembargador acrescentou que “a eleição não começa quando o eleitor aperta a tecla ‘confirma’. Ela começa muito antes, na preparação dos sistemas, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições” e reforçou a confiança do tribunal no alto grau de auditabilidade do sistema, que pode ser verificado antes, durante e depois da votação.

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via Agencia Brasil
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