Guilherme Jeronymo — Repórter. Brasília, 10/09/2026.
Uma análise baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o número de domicílios com pessoas com 60 anos ou mais em situação de insegurança alimentar caiu entre 2023 e 2024.
O levantamento aponta uma redução de 300 mil lares, de 5,9 milhões em 2023 para 5,6 milhões em 2024. A queda mais significativa ocorreu na categoria de insegurança alimentar grave, que passou de 894 mil para 744 mil domicílios no mesmo período.
Na classificação intermediária, a insegurança moderada recuou de 1,2 milhão para 1,1 milhão de lares. Já a parcela de domicílios em situação de insegurança leve manteve-se próxima de 3,7 milhões. Considerando todas as faixas, 21,8% dos lares com moradores de 60 anos ou mais apresentaram algum grau de vulnerabilidade alimentar em 2024.
Marcelo Tokarski, CEO da consultoria Nexus, responsável pelo estudo que compilou os dados, avaliou que a diminuição da insegurança grave entre idosos é um resultado relevante, mas alertou que o problema continua de natureza estrutural e requer foco das políticas públicas e decisões estratégicas.
Os números utilizados na análise são os últimos anos com informações consolidadas da PNAD Contínua. A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), utilizada para categorizar a situação, distingue níveis leve, moderado e grave conforme a intensidade da privação alimentar e suas consequências para a rotina das famílias.
Especialistas apontam que, apesar da melhora em alguns indicadores, a manutenção de milhões de domicílios com qualquer nível de insegurança entre idosos indica necessidade de medidas dirigidas a proteção social, acesso à renda e programas de alimentação voltados à população mais velha.
via Agência Brasil
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