Lula fala na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York e defenderá multilateralismo

Lula fala na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York e defenderá multilateralismo

política

Publicado em 22/09/2026 – 08:15 | Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (22) da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O discurso do chefe do Executivo brasileiro no plenário da ONU está previsto para as 10h, no horário de Brasília.

Na fala de abertura do segmento de alto nível, a agenda presidencial deve enfatizar a defesa do multilateralismo, o respeito ao direito internacional humanitário e o princípio da não intervenção nos assuntos internos de outros países. A retórica do governo também deve privilegiar a negociação como caminho para a resolução de conflitos, em um cenário internacional marcado pela multiplicação de crises.

Um dos pontos centrais do pronunciamento será a proposta de reforma das Nações Unidas, com destaque para a necessidade de atualização da composição e do funcionamento do Conselho de Segurança — órgão que, segundo posição brasileira de longa data, enfrenta dificuldades para responder de forma eficaz a conflitos globais.

Ao longo da estada em Nova York, Lula manteve encontros bilaterais com outros chefes de Estado e teve reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que se encontra na fase final de seu mandato à frente da organização. O presidente também conversou com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. A comitiva presidencial retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira.

Esta é a 11ª vez que Lula participa da Assembleia Geral da ONU como presidente da República; nos três mandatos ele só não compareceu em 2010.

Agenda com os Estados Unidos e Trump

O presidente dos Estados Unidos fala logo em seguida a Lula — sendo o segundo a falar no plenário — o que pode propiciar encontros nos bastidores. No ano anterior, os dois líderes tiveram um breve contato quando Lula deixava o palco e o presidente norte-americano se preparava para discursar. Na ocasião, Donald Trump afirmou ter sentido “química excelente” com Lula; desde então, os dois se reuniram em outras ocasiões, totalizando três encontros.

Atuação do Itamaraty e reuniões ministeriais

Conforme informações do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana para participar de uma série de reuniões ministeriais e coalizões multilaterais, incluindo encontros do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Também estão previstas participações em atividades da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e no Consenso de Brasília.

Mauro Vieira presidirá duas reuniões ministeriais durante a semana: no dia 23 de setembro, a do que o governo chama de Aliança Global contra a Fome e a Pobreza — iniciativa lançada pelo Brasil durante sua presidência do G20 — e, no dia 24, a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS). O Brasil assumiu a presidência da ZOPACAS após a 9ª Reunião Ministerial, realizada em abril, e exercerá o posto por um período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que é copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, participa de atividades em Nova York entre 21 e 23 de setembro, com foco em segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, ele integrará a reunião da Aliança Global.

Temas multilaterais e comitiva

A delegação brasileira também tomará parte de sessões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina, a solução de dois Estados, combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e assuntos vinculados ao direito internacional humanitário.

Além do chanceler Mauro Vieira e de Wellington Dias, a comitiva inclui a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, que participam de atividades relacionadas às suas respectivas áreas de atuação.

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via Agencia Brasil

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