O governo do Rio de Janeiro determinou a exoneração de 6.145 cargos em comissão até 21 de agosto de 2026, parte de um ajuste mais amplo na estrutura administrativa estadual. Em março havia 14.340 comissionados; desde então foram feitas 2.496 novas nomeações. A estimativa oficial é de que a medida gere uma economia de R$ 221 milhões até dezembro — cálculo que considera apenas os cargos que permanecerem vagos.
Auditorias em curso no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e na Controladoria Geral do Estado identificaram grande número de comissionados sem senhas de acesso aos sistemas do estado, como o SEI, caracterizados como “servidores fantasmas”. Segundo a apuração, muitos desses comissionados compareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. Novas exonerações são previstas à medida que os trabalhos de fiscalização avançarem.
As nomeações realizadas desde março concentram-se majoritariamente em servidores de carreira. Todos os escolhidos passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional, numa política que o governo descreve como orientada para a preservação do erário e a aplicação eficiente e transparente dos recursos públicos.
Redução de secretarias
Como parte da reorganização administrativa, o número de secretarias foi reduzido de 32 em março para 28 atualmente, por meio da fusão de algumas pastas. A medida integra o esforço de enxugamento da máquina pública anunciado pela gestão.
Contexto político
O desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o governo do Estado em 23 de março de 2026, após a renúncia do então governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Castro inelegível. Em 2 de junho, o plenário do TSE rejeitou recursos e manteve a decisão por 5 votos a 2, aplicando inelegibilidade por oito anos, contados a partir da eleição de 2022 — o que torna Castro inelegível até 2030.
Os cortes e a reestruturação fazem parte do pacote de medidas da atual administração para ajustar despesas e aumentar a fiscalização sobre cargos de livre nomeação — função que, por definição, não exige concurso público e permite escolha direta pela autoridade competente.
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via Agência Brasil
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