O plenário do Senado confirmou nesta terça-feira (1º de setembro de 2026) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação terminou com 63 senadores favoráveis e quatro contrários. O nome agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
A indicação — prevista no projeto de decreto legislativo PDL 995/2026 — foi apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com a assinatura de outros 20 senadores de diferentes blocos, que apoiaram a proposta tanto na base governista quanto na oposição.
Pacheco foi indicado para substituir Bruno Dantas, que renunciou ao cargo nesta semana. Com a aprovação no Senado, a tramitação continua na Câmara dos Deputados, onde a indicação passará por nova apreciação.
No plenário, o senador ressaltou a importância do papel do Tribunal de Contas na garantia da boa aplicação dos recursos públicos e afirmou que o trabalho do órgão é fundamental para a execução de políticas públicas. A declaração destacou a centralidade do controle externo em tempos de exigência por eficiência no uso do dinheiro público.
Rodrigo Pacheco nasceu em 1976 em Porto Velho. É bacharel em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e tem especialização em direito penal econômico internacional. Advogado criminalista de formação, já exerceu cargo de conselheiro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
No percurso político, Pacheco foi deputado federal entre 2015 e 2018 e presidiu o Senado em dois biênios, 2021-2022 e 2023-2024. Durante sua gestão na presidência da Casa, conduziu os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, que investigou episódios como a crise de oxigênio em Manaus e acompanhou o avanço da vacinação.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do processo de indicação, elogiou a trajetória de Pacheco e destacou sua conduta considerada sóbria e comprometida com a democracia durante momentos de crise no país, citando a experiência do parlamentar à frente do Senado como argumento para sustentar a indicação ao TCU.
A vaga aberta com a saída de Bruno Dantas motivou a movimentação partidária que culminou na apresentação do PDL 995/2026 e, com a aprovação no Senado, agora aguarda a deliberação dos deputados federais.
Leia também: PGR solicita nulidade de investigação que revelou mensagens entre Vorcaro e Alexandre de Moraes
via Agência Brasil