ONS limita geração distribuída por excesso de oferta neste domingo; segunda intervenção de 2026

ONS limita geração distribuída por excesso de oferta neste domingo; segunda intervenção de 2026

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste domingo (23) um plano emergencial para reduzir a geração de energia diante de excedente de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN). É a segunda intervenção do tipo em 2026.

A restrição vale das 11h às 13h30 e, segundo o operador, não provoca impactos para os consumidores finais, concentrando-se nas distribuidoras. O objetivo é preservar a estabilidade do sistema em um período de menor demanda, típico de fins de semana.

O acionamento determina a limitação da produção de usinas classificadas como Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. Esse grupo abrange pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte. Paralelamente, o ONS informou que adotou ações complementares para modular a geração de usinas sob despacho centralizado.

Como fica a operação hoje

  • Janela de atuação: 11h às 13h30 deste domingo (23)
  • Consumidores: sem impacto
  • Empreendimentos afetados: usinas Tipo 3 (PCHs, biomassa, eólicas e solares de menor porte)
  • Motivo: excesso de oferta no SIN em cenário de baixa demanda

Histórico recente e base regulatória

O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, durante o feriado prolongado de Corpus Christi, quando o ONS solicitou o gerenciamento de 1.000 megawatts (MW) entre 10h e 14h.

O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, em resposta ao rápido avanço da geração distribuída, especialmente da fonte solar. Em agosto de 2025, no Dia dos Pais, o elevado excedente quase sobrecarregou o sistema: a geração distribuída representou 37,6% da demanda nacional. Para evitar um blecaute em vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas e cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

Cortes automáticos em estudo

Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou na quinta-feira (20) que prepara o Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), um sistema automático para desconectar parte da geração distribuída em situações críticas. O mecanismo prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, em três estágios de 1 GW, e seria acionado apenas após o esgotamento de outras alternativas de controle.

Um projeto-piloto deve ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Caso tenha sucesso, a implementação poderá avançar em 2027. Atualmente, a geração distribuída — que reúne micro e minigeração — soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Segundo o operador, a expansão dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia não é diretamente observada ou controlada.

Distribuidoras seguem orientação e pedem critérios

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras cumprirão as determinações do ONS para o plano deste domingo. A entidade, porém, defendeu a definição de procedimentos mais detalhados para orientar os cortes, com critérios claros que garantam segurança operacional e jurídica aos geradores afetados.

O SIN integra a maior parte das usinas e linhas de transmissão do país em um único sistema, permitindo o intercâmbio de energia entre regiões e exigindo coordenação fina entre oferta e demanda para manter a segurança elétrica.

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via Agência Brasil

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