Organizações de São Paulo lançam carta para que candidatos assumam compromisso com a agroecologia nas eleições 2026

Organizações de São Paulo lançam carta para que candidatos assumam compromisso com a agroecologia nas eleições 2026

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Divulgada em 12/09/2026, em São Paulo, uma carta de compromissos elaborada pela Articulação Paulista de Agroecologia, pelo Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pelo Coletivo Banquetaço convoca candidatos a cargos do Executivo e do Legislativo a adotarem medidas em defesa da agroecologia.

A iniciativa integra a “Campanha Agroecologia nas Eleições em SP”, que coloca a promoção da agroecologia e da democracia como estratégias para enfrentar a fome, a escassez de água e a degradação ambiental.

Mais de 20 organizações da sociedade civil assinaram o documento, entre elas a Associação Brasileira de Reforma Agrária, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de São Paulo. Também subscreveram núcleos de estudos ligados à agroecologia de instituições acadêmicas: Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque.

O texto pede compromissos concretos dos candidatos. Entre as principais demandas estão:

  • Incentivo técnico, econômico e administrativo a agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas e assentados da reforma agrária, com medidas que democratizem o acesso à terra e a recursos para a produção de alimentos saudáveis;
  • Capilarização, em todo o estado, da execução da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP), incluindo a criação e o apoio a hortas urbanas comunitárias que adotem práticas agroecológicas e compostagem, inclusive em escolas e serviços públicos;
  • Combate à pulverização aérea de agrotóxicos, com proibição imediata nas proximidades de escolas, mananciais e comunidades;
  • Estruturação de laboratórios públicos estaduais para monitoramento de resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos;
  • Promoção de debates no âmbito do Legislativo e do Executivo e realização de campanhas comunitárias sobre os impactos dos agrotóxicos.

O documento busca transformar as reivindicações em compromissos eleitorais, com o objetivo de ampliar políticas públicas voltadas à produção de alimentos saudáveis e à proteção de populações vulneráveis ao uso de agrotóxicos.

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via Agência Brasil

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