Dólar fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco; Ibovespa recua 0,91%

Dólar fecha perto de R$ 5,15 com aversão a risco; Ibovespa recua 0,91%

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Por Wellton Máximo. Brasília, 14/09/2026 – 19:21.

O dólar comercial e a bolsa brasileira terminaram a segunda-feira sob pressão, em uma sessão marcada pela aversão a risco provocada pelo avanço do petróleo, tensões geopolíticas e incertezas no cenário político doméstico. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5,15, enquanto o principal indicador acionário do país registrou queda de quase 1%.

Principais indicadores

  • Dólar à vista: R$ 5,149, alta de 0,49%;
  • Dólar no ano: baixa acumulada de 6,19%;
  • Ibovespa: 185.500,88 pontos, queda de 0,91%;
  • Petróleo Brent: US$ 105,68, alta de 1,02%.

Oscilações do câmbio durante o dia

Pela manhã o dólar chegou a subir mais de 1% e atingiu a máxima intradia de R$ 5,183, pouco antes das 11h, refletindo a valorização da moeda no exterior e a busca por ativos considerados seguros diante da pressão sobre o mercado de petróleo e das incertezas geopolíticas.

Na parte da tarde a cotação perdeu força, chegando à mínima de R$ 5,1414, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apontaram para possíveis negociações com o Irã e amenizaram parte das preocupações sobre a oferta global de petróleo. No exterior, o índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos.

Fatores domésticos e ambiente político

Investidores também reagiram a elementos do cenário interno: divulgação de pesquisas eleitorais, desdobramentos de investigações envolvendo o Banco Master e a crise no Supremo Tribunal Federal. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15), o que mantém o ambiente político sob observação do mercado.

No mercado de juros, a expectativa é de redução do diferencial entre as taxas brasileiras e americanas nas próximas semanas. O Federal Reserve decidirá sobre a política de juros nos EUA na quarta-feira (17), enquanto o mercado local projeta continuidade do ciclo de cortes da Selic.

Ibovespa e setores pressionados

O Ibovespa encerrou o pregão em 185.500,88 pontos, recuo de 0,91%, com oscilação entre 183.813,36 (mínima) e 187.320,96 (máxima). O volume financeiro do dia foi de R$ 24,4 bilhões. A queda foi puxada, em especial, por empresas de mineração, em linha com o recuo dos contratos futuros de minério de ferro na China, além da influência do clima político doméstico.

Em Wall Street, preocupações com riscos associados ao avanço da inteligência artificial também contribuíram para o mau humor global: o S&P 500 fechou em baixa de 0,48%.

Petróleo: principal motor da aversão a risco

O barril do Brent para novembro chegou a ser cotado a US$ 109,80 durante a manhã, alta próxima de 5%, após relatos de novos ataques a infraestrutura energética na Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. À tarde, a cotação recuou diante da sinalização de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e de notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura entre Rússia e Ucrânia.

Mesmo assim, o Brent fechou o dia em US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e cerca de 75% no ano, pressionando as perspectivas de inflação global e podendo influenciar decisões de política monetária nas principais economias.

O conjunto desses fatores manteve a aversão a risco entre investidores, impactando tanto o câmbio quanto o mercado acionário brasileiro.

Leia também: Brasil e EUA retomam negociações sobre tarifas durante reunião do G20 em Milwaukee

via Agência Brasil

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