Por Alex Rodrigues — Publicado em 16/09/2026 – 11:41 — Brasília
Na manhã desta quarta-feira (16), as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagraram a quarta fase da Operação Força Integrada, com ações simultâneas em 20 bases distribuídas por 19 unidades da Federação. Os agentes vêm cumprindo 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão, além de medidas judiciais de caráter patrimonial que resultaram no bloqueio e sequestro de mais de R$ 508 milhões vinculados a pessoas apontadas como integrantes de organizações criminosas.
Objetivo da ação
De acordo com as autoridades que coordenaram a operação, a iniciativa visa desmontar estruturas dedicadas ao tráfico de drogas e de armas, à lavagem de dinheiro e a outros crimes conexos. As medidas patrimoniais têm como finalidade descapitalizar as organizações investigadas e preservar bens que possam garantir futura reparação de danos decorrentes das atividades ilícitas.
Tocantins
Em Tocantins — onde a 2ª Vara Federal autorizou o maior volume de bloqueio financeiro, de até R$ 412,5 milhões — a operação batizada de Rota Araguaia 2 concentrou-se contra o que as investigações indicam ser o núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de um grupo especializado no tráfico internacional de drogas e na ocultação de capitais.
Mato Grosso do Sul
O segundo maior bloqueio ocorreu em Mato Grosso do Sul, com R$ 75 milhões sequestrados. Naquele estado os agentes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão; alvos também foram localizados em Mato Grosso e Pernambuco. Durante as investigações foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e cerca de 60 quilos de haxixe.
Bahia
Na Bahia, a operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro de mais de R$ 12 milhões. As autoridades apontam que os investigados são suspeitos de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. No estado, estão sendo cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 mandados de prisão.
Outras unidades da Federação
A ação também teve desdobramentos nos seguintes estados:
- Acre
- Alagoas
- Amapá
- Ceará
- Espírito Santo
- Goiás
- Mato Grosso
- Minas Gerais
- Pará
- Paraná
- Pernambuco
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Roraima
- Sergipe
Como atuam as FICCOs
Coordenadas pela Polícia Federal, as Forças Integradas não configuram uma relação de subordinação hierárquica, mas sim um arranjo cooperativo entre diferentes corpos de segurança. A mobilização reuniu agentes das polícias civis, policiais militares e policiais penais estaduais, guardas municipais, policiais rodoviários federais, além de representantes das secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. O modelo de atuação prioriza o compartilhamento de inteligência e a coordenação operacional para desarticular facções em âmbito nacional, inclusive no Distrito Federal.
As investigações seguem em andamento, com diligências e perícias encaminhadas conforme as ordens judiciais expedidas pelas varas competentes.
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via Agência Brasil
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