Serviços criaram 15,9 milhões de empregos em 2024 e pagaram média de 2,2 salários mínimos, aponta IBGE

Serviços criaram 15,9 milhões de empregos em 2024 e pagaram média de 2,2 salários mínimos, aponta IBGE

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Por Bruno de Freitas Moura | Rio de Janeiro — 27/08/2026

O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas em 2024, com remuneração média equivalente a 2,2 salários mínimos mensais — considerando o piso de R$ 1.412 vigente naquele ano. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 27 de agosto de 2026.

Segundo a pesquisa, as empresas do setor (1,9 milhão de firmas registradas em relatório feito há dois anos) pagaram, no conjunto, R$ 644,2 bilhões em salários e outras verbas trabalhistas, como férias e comissões. A mesma amostra registrou receita operacional líquida de R$ 3,5 milhões em 2024 e contribuiu com R$ 2,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O levantamento inclui atividades como educação, escritórios de advocacia, imobiliárias, restaurantes, salões de beleza, tecnologia da informação, telecomunicações, transportes, turismo e serviços de vigilância. Instituições financeiras, como bancos, não estão contempladas na pesquisa.

O IBGE alerta que, em função de alterações na metodologia e na forma de coleta dos dados, a série histórica foi interrompida, o que impede comparações diretas com edições anteriores da pesquisa.

Setores que mais empregam

O segmento de alimentação (restaurantes, bares e bufês) liderou em número de ocupações, com 1,9 milhão de trabalhadores — cerca de 11,7% do total de vagas nas empresas de serviços não financeiros. Na sequência apareceram serviços técnico-profissionais (consultorias em informática, auditoria, contabilidade e escritórios jurídicos), com 1,8 milhão de ocupados, ou 11,2% do total.

As dez atividades que mais concentram mão de obra no setor, segundo a pesquisa, foram:

  • Atividades de alimentação: 11,7%
  • Serviços técnico-profissionais: 11,2%
  • Serviços de escritório e apoio administrativo: 8,3%
  • Transporte rodoviário de cargas: 8,1%
  • Serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 7,9%
  • Seleção, agenciamento e locação de mão de obra: 6,3%
  • Tecnologia da informação: 5,6%
  • Vigilância, segurança e investigação: 4,4%
  • Transporte rodoviário de passageiros: 3,7%
  • Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes: 3,4%

Em média, as empresas de serviços não financeiros contavam com oito empregados. Entre os maiores portes médios por ocupação estão transporte ferroviário e metroviário (890 trabalhadores por empresa), transporte dutoviário (467) e transporte aéreo (234).

Remuneração por atividade

O rendimento médio do setor em 2024 equivalia a 2,2 salários mínimos. No topo do ranking de remunerações ficaram as empresas de transporte dutoviário, com média salarial de 21,1 mínimos — patamar explicado, segundo o analista da pesquisa Marcelo Miranda, pela alta exigência de qualificação técnica e pelos riscos associados à atividade.

O transporte aquaviário foi a segunda atividade mais bem paga (6,9 salários mínimos), seguido por transporte aéreo (6,6) e transporte ferroviário e metroferroviário (5,5). A atividade com maior número de vagas, alimentação, registrou média de 1,4 salário mínimo; serviços técnico-profissionais pagaram, em média, 2,56 mínimos.

As dez atividades com as maiores médias salariais, em salários mínimos, são:

  • Transporte dutoviário: 21,1
  • Transporte aquaviário: 6,9
  • Transporte aéreo: 6,6
  • Transporte ferroviário e metroferroviário: 5,5
  • Serviços de tecnologia da informação: 5,2
  • Atividades auxiliares dos serviços financeiros, seguros e previdência complementar: 4,6
  • Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão: 3,8
  • Edição e edição integrada à impressão: 3,2
  • Correio e outras atividades de entrega: 3,2
  • Telecomunicações: 3,1

“Os serviços são a principal fonte de valor de PIB para dentro do país. Têm também a sua capacidade de gerar renda, R$ 644 bilhões para as pessoas que estão trabalhando”, afirmou o analista Marcelo Miranda.

No conjunto, a participação do setor de serviços na formação do PIB — estimado na pesquisa em R$ 11,7 trilhões à época — reforça a importância das atividades para geração de valor e renda na economia brasileira.

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via Agência Brasil

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