Por Letycia Treitero Kawada — São Paulo, 06/09/2026
Autoridades de saúde do estado informaram que, desde o início de 2026, foram confirmados 58.683 casos de dengue em todo o território paulista. Do total, 42 óbitos foram confirmados e outros 30 óbitos ainda estão sob investigação.
Classificação dos casos
Segundo o boletim oficial, a maioria dos registros corresponde a casos de dengue clássica (57.402). Há, ainda, 1.180 casos classificados como dengue com sinais de alarme e 101 como dengue grave.
O conjunto de sinais de alarme inclui sintomas como vômitos persistentes, dor abdominal intensa e sangramentos de mucosas. Dengue grave envolve quadros com choque, comprometimento respiratório, hemorragia intensa ou falência de órgãos.
Situação dos exames e municípios mais afetados
Mais de 297 mil notificações suspeitas já foram descartadas e 7.256 permanecem em análise, por meio de exames laboratoriais ou de critérios clínico-epidemiológicos pendentes.
O município de Taubaté é o que registra o maior número de óbitos por dengue no estado: foram 11 mortes, sendo sete pacientes com idades entre 10 e 79 anos e quatro com mais de 80 anos.
Medidas de controle e preparação
A Secretaria da Saúde informou que faz monitoramento contínuo dos casos e dá atenção especial ao período de maior transmissão, entre outubro e maio. No mês anterior à publicação, foi lançado o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que adapta ações diante do provável aumento de casos associado ao fenômeno climático.
Entre as ações previstas estão a identificação de áreas prioritárias, o reforço das salas de situação, o apoio técnico aos municípios na organização da vigilância e da rede de atendimento, além da verificação contínua de estoques de medicamentos e insumos. Os municípios também foram orientados a atualizar seus planos locais de contingência e a capacidade de atendimento poderá ser ampliada temporariamente, conforme a evolução do cenário.
Desde 2024, o governo estadual transferiu mais de R$ 1,5 bilhão para os 645 municípios por meio do IGM SUS Paulista, instrumento que visa fortalecer a Atenção Primária e considera o enfrentamento das arboviroses urbanas entre seus critérios de repasse.
Orientações à população
- Evitar acúmulo de água parada em recipientes e terrenos;
- Eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti;
- Procurar atendimento médico imediato ao surgirem febre alta persistente, dores intensas, vômitos contínuos ou sinais de sangramento.
Especialistas alertam que o fenômeno El Niño tende a aumentar períodos de calor e chuva em regiões do país, condições que podem favorecer a proliferação do Aedes aegypti e elevar a transmissão de dengue.
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via Agência Brasil