Eleições 2026: o que fizeram os candidatos à Presidência nesta terça (18)

Eleições 2026: o que fizeram os candidatos à Presidência nesta terça (18)

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Na terça-feira, 18 de agosto de 2026, a campanha presidencial teve como ponto central a sabatina organizada pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), que reúne associações dos setores de comércio e serviços. Além do encontro, presidenciáveis cumpriram agendas em capitais, concederam entrevistas e divulgaram propostas.

  • Augusto Cury (Avante) — Participou da sabatina da Unecs. Defendeu ajustes na reforma tributária, ressaltando o peso de comércio e serviços na economia. Propôs modificar o Bolsa Família para permitir que beneficiários que consigam emprego ou se tornem MEI mantenham o auxílio por um período de transição.
  • Clariana Barão (Democracia Cristã) — Em São Paulo, reuniu-se com lideranças partidárias e dialogou com eleitores sobre direitos de mulheres e crianças, igualdade salarial e combate ao feminicídio. Empreendedorismo e educação também estiveram na pauta.
  • Edmilson Costa (PCB) — Em entrevista ao canal Farol Brasil, defendeu a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, a quebra do monopólio das comunicações e a recomposição do poder de compra. Propôs o fim da escala 6×1 e auditoria da dívida pública.
  • Flávio Bolsonaro (PL) — Participou de um adesivaço em Belo Horizonte e disse à Rádio Itatiaia que pretende reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, de 39 para 23 pastas. Criticou a tributação sobre exportação de petróleo e sobre componentes para construção de data centers, citando uma alíquota de 25% que, segundo ele, desestimula investimentos. Não foi à sabatina da Unecs; foi representado pelo candidato a vice, Alfredo Gaspar, e pelo coordenador da campanha, Rogério Marinho.
  • Hertz Dias (PSTU) — Gravou conteúdos para redes sociais em São Paulo. Defende controle público de setores estratégicos ligados a tecnologia, indústria, infraestrutura, energia e recursos naturais, além de geração de empregos e valorização salarial.
  • Pablo Marçal (PRTB) — Em entrevista ao canal de Cláudio Dantas, propôs ampliar a participação direta da população por ferramentas digitais e descentralizar o poder econômico, com prioridade aos estados do Nordeste.
  • Renan Santos (Missão) — Na sabatina da Unecs, afirmou que pretende cortar cerca de R$ 200 bilhões em gastos públicos para abrir espaço a cortes de juros. Manifestou-se contra o fim da escala 6×1. Sobre o Bolsa Família, propôs mecanismos de transição ao emprego formal, com a criação de um “banco central de empregos” municipal.
  • Romeu Zema (Novo) — Em São Paulo, reuniu-se com famílias afetadas por dependência em apostas e outros jogos. Disse que, se eleito, seu primeiro ato será extinguir plataformas de apostas online, que, na avaliação dele, alimentam uma epidemia de vício.
  • Ronaldo Caiado (PSD) — Presente ao evento da Unecs, criticou a reforma tributária, em especial a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para substituir PIS, Cofins e parte do IPI a partir de 2027. Anunciou que, se eleito, enviará uma PEC para limitar o gasto público a um percentual do PIB, estimado por ele entre 40% e 50%.
  • Rui Costa Pimenta (PCO) — No programa Análise da 3ª, da Rádio Causa Operária, defendeu reverter privatizações e reestatizar empresas, além de aumento emergencial de salários e jornada semanal de 35 horas sem redução de remuneração.
  • Wilson Grassi (Democrata) — Em São Paulo, concedeu entrevista ao podcast Ibratalks. Propôs integrar a causa animal às políticas públicas, reformar o sistema tributário, enfrentar filas do SUS e ampliar o investimento público em pesquisa, educação e esporte.

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não tiveram agenda pública nesta terça-feira (18).

Contexto: a Unecs reúne entidades do varejo e de serviços e vem promovendo sabatinas com presidenciáveis. A CBS é um dos pilares da reforma tributária aprovada, desenhada para unificar tributos federais sobre consumo. Já as apostas online tornaram-se tema recorrente na campanha, em meio a discussões sobre regulação, publicidade e impactos sociais.

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via Agencia Brasil

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