O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada em 27 de agosto de 2026, a ampliação do limite de financiamento do programa Move Brasil destinado a taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas. Com a nova norma, o valor máximo dos veículos elegíveis sobe de R$ 150 mil para R$ 200 mil e o prazo máximo de pagamento aumenta de 72 para 84 meses.
Principais pontos da resolução
- Valor máximo do veículo: passa de R$ 150 mil para R$ 200 mil;
- Prazo máximo de pagamento: eleva-se de 72 para 84 meses;
- Carência: permanece em até seis meses para o pagamento do principal;
- Público beneficiário: mantém-se voltado a taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas;
- Recursos disponíveis: não foram alterados pela decisão do CMN.
A medida regulamenta alteração já prevista em portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda e complementa anúncio público feito na semana anterior pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Impacto no mercado e na composição dos modelos elegíveis
Segundo cálculo do Ministério da Fazenda, com base nos emplacamentos de 2025, o teto anterior de R$ 150 mil cobria cerca de 63% dos veículos analisados. Com o novo limite de R$ 200 mil, a estimativa é que a abrangência suba para aproximadamente 88% do mercado considerado, o que corresponde a cerca de 486 mil unidades adicionais passíveis de enquadramento pelo critério de preço.
A extensão do prazo para 84 meses visa atenuar o impacto das parcelas mensais ao permitir o parcelamento em mais meses. No entanto, em geral, prazos mais longos tendem a elevar o custo total do financiamento, dependendo das taxas de juros e das demais condições oferecidas pelas instituições financeiras.
Regras operacionais e recursos
O programa financia veículos novos destinados ao transporte individual remunerado de passageiros. As regras sobre encargos financeiros, carência e análise de crédito permanecem inalteradas pela resolução do CMN.
Os recursos mobilizados pelo programa estão vinculados à Medida Provisória 1.359/2026, editada em maio, que autorizou até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento reembolsável direcionadas a profissionais do setor de transporte individual.
Quem deliberou
O CMN, órgão responsável por estabelecer diretrizes das políticas monetária e de crédito, é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Integram também o colegiado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A nova resolução entra em vigor na data de sua publicação oficial.
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via Agência Brasil
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