O time brasileiro iniciou o Parapan-Pacífico de natação com quatro pódios no primeiro dia de competição em Walnut, nos Estados Unidos: dois ouros e duas pratas conquistados na sexta-feira, 28 de agosto.
As provas são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. Classificações e pódios são definidos pelo Índice Técnico da Competição (ITC), sistema que combina tempo e classificação funcional para atribuir pontos e ordenar os resultados.
Recorde e dobradinha brasileira
A nadadora fluminense Lídia Cruz estabeleceu o novo recorde das Américas nos 150 m medley da classe S4 (atletas com limitação físico-motora), ao completar a prova em 2min56s31. Na temporada anterior, nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, ela havia conquistado o bronze com 2min57s16.
Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira terminou em segundo, com 2min57s33, garantindo a prata para o Brasil.
Outros resultados
Nos 200 m livre (classes S2–S5 e S14), o paulista Gabriel Bandeira ficou com o ouro ao registrar 1min53s21.
Nos 50 m borboleta (classes S5–S7), o paulista Samuel Oliveira obteve a medalha de prata, com o tempo de 33s68 e 949 pontos no sistema de multiclasses.
Contexto do torneio e delegação brasileira
O Parapan-Pacífico, realizado desde 2011, reúne nadadores de países fora da Europa e foi criado por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão para oferecer competições de alto nível em anos sem Mundial ou Jogos Paralímpicos. O torneio prossegue até domingo, 30 de agosto.
O Brasil participa com uma equipe de 16 nadadores; todos integraram o grupo de medalhistas em provas individuais no último Mundial, disputado em Singapura em 2025.
A programação da competição inclui novas finais e séries nos próximos dias, com expectativa de mais disputas entre atletas das Américas, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e outras delegações convidadas.
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via Agência Brasil