Parapan-Pacífico: Alessandra Oliveira estabelece recorde mundial nos 100 m peito; Brasil conquista sete medalhas no dia

Parapan-Pacífico: Alessandra Oliveira estabelece recorde mundial nos 100 m peito; Brasil conquista sete medalhas no dia

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Publicado em 30/08/2026 – 16:08 | Juliano Justo | São Paulo

O Brasil teve desempenho de destaque no segundo dia de competições do Parapan-Pacífico de natação, disputado no Mount San Antonio College, em Walnut (Califórnia). Neste sábado (29), a delegação brasileira somou três ouros, duas pratas e dois bronzes, incluindo um recorde mundial anotado por Alessandra Oliveira.

Recorde mundial nos 100 m peito

A paulista Alessandra Oliveira baixou o tempo nos 100 metros peito da prova multiclasses (S4-9 e S11-14), registrando 1min40s63 (1:40.63) e estabelecendo novo recorde mundial para a prova. Pela conversão pelo Índice Técnico da Competição (ITC) — usado para comparar atletas de classes diferentes na mesma série — ela somou 1.033 pontos e acabou com a medalha de prata. O ouro ficou com a também paulista Beatriz Flausino.

Formato multiclasses e critérios de classificação

As provas no Parapan-Pacífico são disputadas em formato multiclasses, em que nadadores de diferentes classificações competem na mesma bateria. A ordem final das provas e a atribuição das medalhas são definidas pelo Índice Técnico da Competição (ITC), que converte tempos em pontos para permitir a comparação entre classes.

Outros resultados do dia

  • 50 m costas (classes S1-S5): ouro para o paulista Samuel Oliveira; bronze para o mineiro Gabriel Araújo (conhecido como Gabrielzinho).
  • 50 m peito S3 (limitação físico-motora): a mineira Patrícia Pereira ficou com o ouro; a fluminense Lídia Cruz conquistou o bronze.
  • 50 m costas (classes S2-S5): Lídia Cruz obteve a prata com 49s61 (49.61). O ouro foi da norte-americana Katie Kubiak, que fez 40s18 (40.18) e somou 1.045 pontos, marca que também se configura como novo recorde das Américas; a australiana Leanne Smith completou o pódio.

A delegação brasileira em Walnut é composta por 16 nadadores. O Parapan-Pacífico prossegue até domingo (30), quando serão realizadas as últimas finais do campeonato.

Contexto

O Parapan-Pacífico reúne atletas paralímpicos de países da região Ásia-Pacífico e das Américas e costuma servir como importante etapa na preparação para competições mundiais e paralímpicas. O uso do ITC permite confrontos diretos entre classes distintas, transformando tempos em pontuação técnica para definir medalhistas.

Crédito das fotos: Alessandra Cabral/CPB

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via Agência Brasil

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