Uma operação conjunta entre forças de segurança e a Prefeitura do Rio de Janeiro teve como alvo ferros-velhos e pontos de receptação de material furtado com o objetivo de reduzir os roubos de fios de cobre que, segundo a gestão municipal, causaram mais de R$ 69 milhões em prejuízo aos cofres públicos no período de 2021 a 2025.
A primeira ação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e Fiação de Cobre foi realizada na quarta-feira (2 de setembro de 2026) e concentrou-se em locais apontados como pontos de recepção do material subtraído.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), responsável pela instalação e manutenção dos semáforos, registrou o furto de quase 500 quilômetros de cabos usados em sinais de trânsito, cifra que resultou em prejuízo estimado em R$ 27 milhões. Já a RioLuz, responsável pela iluminação pública, informou perdas de R$ 42 milhões, com mais de 1,8 km de cabos de cobre furtados da rede elétrica.
Agentes estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, na zona norte, onde duas áreas utilizadas como ferros-velhos foram desapropriadas. A administração municipal informou que os terrenos serão incorporados ao planejamento urbano para abrigar políticas públicas voltadas à regularização ambiental e urbanística.
A ação também incluiu a demolição de uma estrutura utilizada de forma irregular como ferro-velho sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, na Avenida Marechal Rondon, na mesma região.
O enfrentamento ao crime busca não apenas coibir os furtos de equipamentos — como cabos de semáforo, placas de sinalização e fiação da iluminação pública e da rede elétrica — mas também desarticular a cadeia de receptação que viabiliza a comercialização do material furtado.
“O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.
Em relação aos impactos locais, autoridades municipais destacaram que bairros como o Grande Méier têm sofrido com frequentes cortes na iluminação e sinais de trânsito danificados, o que afeta o tráfego e a rotina dos moradores. Segundo o subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, a rede de receptação causa perdas de milhões de reais aos cofres públicos anualmente.
Especialistas e gestores costumam apontar o alto valor de revenda do cobre como principal motivador desses furtos, além da facilidade de remoção do material em postes e estruturas de sinalização. A operação integrada pretende reduzir a oferta de pontos de venda e, com isso, desestimular novas ocorrências.
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via Agência Brasil
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