Brasília — Publicado em 11/09/2026 por Marcelo Brandão.
A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, com cerimônia de abertura prevista para as 19h30 no Cine Brasília. O filme de lançamento será A Pele Morta, dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.
O festival, o mais antigo em atividade no país, chega à edição deste ano após uma sequência de eventos que quase resultou em seu cancelamento: a organização anunciou a programação após selecionar a maioria dos títulos inscritos, mas o governo do Distrito Federal chegou a suspender o evento alegando insuficiência de recursos. Horas depois, a governadora Celina Leão determinou à Secretaria de Economia a liberação dos recursos necessários, o que permitiu a confirmação imediata da realização do festival.
Esta edição bateu recorde de inscrições: foram recebidas 1.928 obras. Desse total, mais de 70 filmes foram escolhidos para compor as mostras competitivas de longas e curtas, além de mostras paralelas e sessões temáticas que celebram artistas e questões relevantes para o audiovisual brasileiro.
Destaques da programação incluem a mostra Vozes e Lutas, que reúne títulos que tratam de movimentos políticos e culturais. Entre os filmes dessa seleção está Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, que faleceu em setembro do ano passado.
Outro ponto de interesse será a exibição de episódios de série para as telas do festival: três capítulos de Delegado, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca e produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, serão apresentados em primeira mão no sábado (12), às 18h. Os produtores foram responsáveis pelo sucesso nacional do filme O Agente Secreto no ano anterior.
Sobre a presença de produções locais, a diretora-geral do festival, Sara Rocha, ressaltou a quantidade significativa de títulos com ligação direta ao Distrito Federal e disse esperar aumento do público e a celebração entre realizadores e a comunidade cultural da cidade.
Entre os filmes locais, A Pele Morta tem origem em um roteiro concebido por Geraldo Moraes, diretor radicado em Brasília que morreu em 2017; a obra foi retomada e finalizada pelos filhos do cineasta.
Fundado em 1965, o festival consolidou-se ao longo das décadas como espaço de debate e fomento ao audiovisual brasileiro. Desde 2007 é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal. Em sua história, deixou de ser realizado apenas em dois anos no período da ditadura militar; durante a pandemia, a edição ocorreu de forma virtual.
Programação completa e detalhes de sessões estão disponíveis no site oficial do festival.
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via Agência Brasil