Embrapa apresenta agenda de agricultura sustentável a candidatos; agro foi 25% do PIB em 2025

Embrapa apresenta agenda de agricultura sustentável a candidatos; agro foi 25% do PIB em 2025

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou, nesta semana, uma agenda com recomendações de políticas públicas para o campo voltadas a candidatos aos Poderes Executivo e Legislativo nas eleições gerais de outubro de 2026. O conjunto de propostas prioriza a agricultura sustentável, a segurança alimentar e a inovação como bases para o desenvolvimento do setor.

Elaborado a partir de evidências científicas, o material defende a ampliação e a previsibilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva. Segundo a Embrapa, a agricultura é estratégica para o país por seu peso econômico, por sustentar a segurança alimentar da população e pela necessidade de adaptação às mudanças do clima, em sinergia com a transição energética e o desenvolvimento territorial.

O documento, intitulado Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação, está disponível no site da instituição, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Peso do agro na economia

O diagnóstico econômico apresentado aponta que, em 2025, o agronegócio alcançou R$ 3,2 trilhões, o equivalente a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No mesmo ano, as atividades no campo empregaram 28,4 milhões de pessoas. As exportações do setor somaram US$ 169,2 bilhões (cerca de R$ 900 bilhões), o que representou 48,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior.

A Embrapa destaca frentes de pesquisa como o melhoramento genético de sementes para tolerância a seca, altas temperaturas, excesso de água e salinidade. A instituição calcula que cada real aplicado em suas atividades retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.

Seis eixos estratégicos

A carta de propostas organiza prioridades em seis grandes temas considerados decisivos para a próxima década:

  • Segurança alimentar e nutricional;
  • Agricultura sustentável e resiliência climática;
  • Bioeconomia voltada ao desenvolvimento sustentável;
  • Transição energética e bioenergia;
  • Desenvolvimento territorial com inclusão produtiva no meio rural;
  • Transformação digital no campo.

Entre as medidas para fortalecer a segurança alimentar, a agenda sugere reduzir a dependência de insumos importados e ampliar a autonomia tecnológica do país. A Embrapa avalia que descontinuidades em pesquisa e inovação aumentam vulnerabilidades do setor e a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos.

O documento também ressalta o potencial do Brasil para se firmar como referência internacional em produção de baixa emissão de carbono, conciliando competitividade, conservação ambiental e oferta de alimentos. Nesse contexto, cita projeção do Ipea de que postergar ações de adaptação e mitigação pode custar R$ 17,1 trilhões à economia brasileira até 2050.

A ampliação de investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos é apontada como caminho para agregar valor à produção, diversificar a matriz energética e impulsionar o desenvolvimento regional, abrindo espaço para a inserção do país nos mercados da economia de baixo carbono.

Sobre digitalização, a Embrapa cita a adoção de inteligência artificial, internet das coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão como tendências em rápida expansão. A conectividade no meio rural é tratada como condição indispensável para a modernização do setor.

Papel do Executivo e do Legislativo

Para o Executivo, a orientação sugerida é consolidar uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável que una competitividade, segurança alimentar e inclusão produtiva. Ao Legislativo, caberia estabelecer marcos institucionais, regulatórios e orçamentários que deem estabilidade às políticas públicas e previsibilidade a investimentos de longo prazo.

A Embrapa afirma que as propostas podem subsidiar planos de governo e iniciativas parlamentares voltadas ao fortalecimento do agronegócio com base em ciência, inovação e sustentabilidade.

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via Agência Brasil

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