Por Wellton Máximo — Brasília | Publicado em 30/09/2026 – 19:46
O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira cotado a R$ 5,174, recuo de 0,76% na comparação com o fechamento anterior, em um dia de maior apetite por risco nos mercados globais. A moeda chegou à mínima de R$ 5,164 por volta das 9h50, queda intradiária de 0,95%.
Panorama e fatores externos
Os investidores reagiram a dados de inflação dos Estados Unidos abaixo das projeções, o que reduziu as expectativas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia e é o indicador de inflação preferido pelo Fed, subiu 0,2% em agosto ante a expectativa de 0,3%. O PCE total avançou 0,3% no mês, contra previsão de 0,4%.
Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano recuaram, favorecendo ativos de maior risco e contribuindo para a valorização do real frente a algumas moedas emergentes.
Números principais
- Dólar à vista: R$ 5,174 (−0,76%);
- Variação do dólar em setembro: −0,15%;
- Variação do dólar no 3º trimestre: +0,23%;
- Acumulado do dólar em 2026: −5,75%;
- Ibovespa: 186.340,46 pontos (+1,37%);
- Ibovespa em setembro: +5,03%; 3º trimestre: +8,32%; acumulado em 2026: +15,65%;
- Petróleo Brent (ICE, dezembro): US$ 98,03 (+1,94%);
- Petróleo WTI (Nymex, novembro): US$ 90,42 (+1,16%).
Bolsa e fluxo internacional
O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,37%, fechando em 186.340,46 pontos. Durante o pregão, o Ibovespa alcançou máxima de 187.834,97 e mínima de 183.879,71 pontos. A alta do mês e do trimestre foi sustentada por ganhos em papéis do setor financeiro e de segmentos sensíveis à atividade doméstica.
O aporte de capital estrangeiro também ajudou a sustentar o desempenho: até 28 de setembro houve entrada líquida de R$ 9,569 bilhões no mercado de ações. No acumulado do ano o saldo positivo chega a quase R$ 29 bilhões. Para contextualizar, em agosto ocorreu retirada líquida de R$ 18,1 bilhões, enquanto julho registrou entrada líquida de R$ 4,3 bilhões.
Petróleo e riscos geopolíticos
Os contratos futuros de petróleo avançaram com o aumento das tensões no Oriente Médio e o monitoramento de incidentes no Estreito de Ormuz. Na Intercontinental Exchange, o Brent para dezembro subiu 1,94% (US$ 1,87) até US$ 98,03 por barril; na Nymex, o WTI para novembro subiu 1,16% (US$ 1,04) para US$ 90,42 por barril.
Autoridades marítimas do Reino Unido relataram que um navio‑tanque foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, episódio sob investigação. Apesar das tensões, parte do fornecimento do Oriente Médio tem sido redirecionado por rotas alternativas, o que ajuda a recuperar volumes exportados.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia informou alta inesperada nos estoques de petróleo na última semana, enquanto os estoques de gasolina registraram forte queda, movimento que também influencia as cotações.
Perspectivas
No Brasil, além dos fatores externos, o ambiente político e a formação de câmbio de fim de mês permaneceram entre as variáveis observadas pelos agentes, sem que pesquisas eleitorais tenham sido determinantes para o pregão desta quarta-feira. No horizonte de curto prazo, as próximas leituras de inflação global e os desdobramentos geopolíticos devem seguir ditando volatilidade nos mercados.
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via Agência Brasil
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