Moradores de Brasília e de outras cidades do Centro-Oeste registraram, na tarde de terça-feira (25/08/2026), um halo solar — um anel luminoso de aproximadamente 22° ao redor do Sol. O fenômeno chamou a atenção pelas cores e pelo aspecto semelhante a um arco-íris, mas não representa, por si só, um indicativo de chuva.
A meteorologista Andrea Ramos, que atua como consultora em Brasília, explica que o halo é um efeito óptico provocado pela interação da luz solar com cristais de gelo presentes em nuvens altas. “É um anel luminoso e colorido resultado da refração da luz em pequenos cristais”, aponta a especialista, ressaltando que se trata de um fenômeno natural e frequente.
Riscos e recomendações
Andrea Ramos destaca que o aparecimento do halo não configura alerta meteorológico. Embora a sabedoria popular associe o fenômeno a aproximação de frentes frias ou instabilidade, não há relação direta que permita prever chuva apenas pela presença do anel solar.
O principal cuidado recomendado pelos especialistas é não olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, pois a observação direta pode causar danos à retina. Fora esse aspecto, o halo não envolve aumento de radiação nociva nem mudanças na temperatura solar.
Como se forma
O halo surge quando a luz do Sol atravessa nuvens do tipo cirrostratus — camadas altas e finas que ficam entre cerca de cinco e 10 quilômetros de altitude. Essas nuvens contêm minúsculos cristais de gelo com estrutura hexagonal; ao agir como pequenos prismas, esses cristais refratam e dispersam a luz, separando parte do espectro e formando o anel colorido visível a olho nu.
Por ser consequência da refração em cristais de gelo, o halo pode aparecer em diferentes regiões do planeta sempre que houver a combinação adequada de luz solar e nuvens de grande altitude.
Reportagem: Luiz Claudio Ferreira. Edição: Sabrina Craide. Publicado em 25/08/2026 – 20:20. Local: Brasília.
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via Agência Brasil