Por Marcelo Brandão — Brasília, 01/10/2026 – 17:39
Mais de 520 organizações da sociedade civil reunidas no movimento Agenda 227 protocolaram propostas aos candidatos à Presidência da República e aos concorrentes às cadeiras dos governos estaduais com medidas e metas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.
Foram entregues dois volumes distintos: um dirigido aos postulantes ao Planalto e outro aos candidatos aos governos estaduais. Ambos trazem recomendações que abrangem educação, saúde, programas para a primeira infância, ações de enfrentamento às violências e iniciativas de profissionalização.
O material chama atenção para a situação diferenciada de grupos específicos — crianças e adolescentes negros, indígenas, imigrantes, moradores das regiões Norte e Nordeste e das periferias urbanas —, que, segundo o documento, estão mais expostos à pobreza, à insegurança alimentar, à violência, à baixa oferta de serviços públicos e a riscos associados às mudanças climáticas.
O texto assinala que esse quadro evidencia a necessidade de avanços para efetivar a prioridade absoluta conferida pela Constituição às garantias de direitos de pessoas de 0 a 17 anos.
Como objetivos centrais, a Agenda 227 propõe políticas que ampliem o acesso universal e equitativo à saúde, à educação e à segurança para crianças e adolescentes, além de medidas específicas para combater preconceitos relacionados a gênero, cor, origem e classe social.
Na carta dirigida aos candidatos a governador, o movimento afirma que progressos significativos dependem da cooperação entre entes federativos, da definição de prioridades claras e do fortalecimento das capacidades institucionais para implementação das políticas.
Origem e integrantes
O nome do movimento faz referência ao Artigo 227 da Constituição Federal, que estabelece o dever da família, da sociedade e do Estado de assegurar à criança e ao adolescente direitos como vida, saúde, educação, lazer, dignidade e respeito.
Entre as entidades signatárias estão: Aliança Nacional LGBTI+; Andi – Comunicação e Direitos; Childhood Brasil; Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças; Coalizão pela Socioeducação; Fundação Itaú; Geledés – Instituto da Mulher Negra; Instituto Alana; Instituto Liberta; RNPI – Rede Nacional Primeira Infância; e United Way Brasil.
As propostas foram apresentadas durante o período de campanha eleitoral, com o objetivo de que candidaturas incorporem metas concretas e instrumentos de monitoramento para reduzir desigualdades e ampliar a proteção a crianças e adolescentes em todo o país.
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via Agencia Brasil
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