O real ganhou força nesta sexta-feira (21) em meio a um ambiente externo mais favorável ao risco e a expectativas domésticas em ano eleitoral. O dólar comercial à vista caiu 1%, fechando a R$ 5,142, no menor patamar desde 10 de agosto, enquanto o Ibovespa avançou 1,85% e voltou a superar os 171 mil pontos. No mercado de commodities, o Brent encerrou acima de US$ 94 por barril, sustentado por tensões no Oriente Médio.
Fechamento do dia
- Dólar comercial: R$ 5,142 (-1% no dia)
- Variação na semana (dólar): -1,53%
- Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%)
- Variação na semana (Ibovespa): +2,45%
- Brent: US$ 94,39 por barril (+0,65%)
- Variação na semana (Brent): +6,6%
Câmbio: real entre os destaques
A desvalorização global da moeda norte-americana foi determinante para o alívio no câmbio. O índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — rondava 98,856 pontos no fim da tarde e acumulou queda próxima de 0,8% na semana. No Brasil, o dólar chegou a tocar R$ 5,13 por volta das 15h30 antes de acomodar em R$ 5,142 no fechamento. Na semana, a baixa foi de 1,53%.
Operadores monitoraram as expectativas em torno de possíveis recompras de títulos de prazo mais longo pelo Tesouro dos Estados Unidos, movimento que tende a melhorar a liquidez do mercado de Treasuries e a reduzir a busca por proteção no dólar. O ambiente favoreceu moedas de emergentes: o real esteve entre os melhores desempenhos do dia, ao lado do peso chileno. Entre as divisas desenvolvidas, o euro atingiu o maior nível desde maio e a libra, desde fevereiro.
Bolsa: terceira alta seguida
O Ibovespa avançou 1,85% e terminou aos 171.031,73 pontos, maior nível desde 10 de agosto, acumulando ganho de 2,45% na semana. No mês, o índice ainda cai 3,91%. Papéis de bancos ajudaram a sustentar o movimento, enquanto os investidores seguem atentos ao fluxo estrangeiro.
Dados da B3 indicam saída líquida de R$ 22 bilhões em capital externo no acumulado de agosto até o dia 19, após uma sequência de fortes perdas no início do mês.
Petróleo: tensões mantêm suporte às cotações
Os preços do petróleo fecharam em alta, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas no transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo. O tráfego de petroleiros também segue enfrentando restrições no Mar Vermelho, enquanto as negociações entre Washington e Teerã permanecem paralisadas.
Referência global, o Brent subiu 0,65% (US$ 0,61) e fechou a US$ 94,39 por barril, acumulando avanço de 6,6% na semana. Nos Estados Unidos, o WTI ganhou 0,26% (US$ 0,23), a US$ 87,06 por barril, com alta semanal de 5,6%.
Para investidores, o quadro combina menor força do dólar no exterior, melhora de apetite por risco e pressões de oferta no mercado de petróleo — um conjunto que favoreceu ativos brasileiros nesta sessão.
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via Agência Brasil