O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, neste sábado (22 de agosto de 2026), durante um evento de campanha realizado em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, que sua proposta para a segurança pública terá como principal objetivo combater o crime por meio da prisão de criminosos.
Ao lado do candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), Lula afirmou que não pretende adotar ações de caráter meramente espetacular ou priorizar operações com elevado número de mortes. Segundo ele, a estratégia deve buscar a retomada de áreas dominadas pelo crime organizado e garantir que esses espaços voltem a ser utilizados pela população.
Durante o discurso, o presidente ressaltou que o enfrentamento à criminalidade precisa estar ligado à recuperação do controle territorial. Para Lula, o objetivo é retirar grupos criminosos de regiões onde atualmente exercem influência e devolver esses locais aos moradores.
Lula também mencionou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) relacionada à segurança pública que, segundo ele, foi encaminhada ao Congresso. A medida prevê mudanças na estrutura federal de combate ao crime, incluindo a possibilidade de criação de um Ministério da Segurança Pública e o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A proposta também contempla a formação de uma força federal especializada para atuar no enfrentamento de organizações criminosas nos Estados.
A declaração ocorreu em meio às discussões sobre operações policiais realizadas no Rio de Janeiro. Entre os episódios citados como referência está a Operação Contenção, realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital. A ação contou com aproximadamente 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e teve como alvo integrantes do Comando Vermelho. Ao final da operação, 121 pessoas morreram, tornando o episódio um dos mais letais da história da segurança pública do Estado.
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