Por Paula Laboissière — Repórter
Publicado em 29/08/2026 – 11:49 | Brasília
O Ministério da Saúde intensificou o apelo para que a população mantenha a caderneta de vacinação em dia, após a detecção de casos de sarampo em São Paulo nos últimos meses. A Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º) e tem como objetivo revisar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aplicar as doses necessárias, incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Até o momento, o Brasil confirmou 27 casos de sarampo em 2026. Desse total, 24 fazem parte de uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo: 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Outros três casos — dois registrados em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não têm ligação entre si e já foram considerados encerrados após 12 semanas sem novos eventos relacionados.
Em 2025, foram notificados 38 casos importados ou relacionados à importação, todos controlados pelas ações de vigilância e imunização, segundo a pasta. O ministério ressalta que, apesar dos aumentos observados em alguns países das Américas, o Brasil mantém-se livre da circulação endêmica do vírus do sarampo.
Esquema vacinal
O sarampo é altamente transmissível, mas prevenível por meio da vacina tríplice viral (MMR). O calendário básico prevê duas doses para crianças: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
- Crianças e adolescentes menores de 15 anos: verificação e atualização imediata da caderneta durante a campanha.
- Pessoas de até 29 anos sem registro de vacinação ou sem comprovação: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
- Adultos de 30 a 59 anos: recomendação de aplicação de uma dose.
Em situações de circulação do vírus, as autoridades de saúde podem ampliar as estratégias vacinais conforme a avaliação epidemiológica local. No caso da cadeia de transmissão em São Paulo, o ministério recomendou reforçar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo e adotou a aplicação da chamada “dose zero” em crianças de 6 a 11 meses.
A “dose zero” é uma medida de proteção antecipada para bebês em áreas de maior risco e não substitui as doses de rotina programadas para 12 e 15 meses.
As equipes de saúde pedem que pais e responsáveis levem as cadernetas aos postos de vacinação e procurem informações nas unidades básicas de saúde sobre horários e vacinas disponíveis.
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via Agência Brasil
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