Rio reduz quadro de 6,1 mil comissionados e projeta corte de R$ 221 milhões até dezembro

Rio reduz quadro de 6,1 mil comissionados e projeta corte de R$ 221 milhões até dezembro

política

Por Douglas Corrêa — Rio de Janeiro (RJ), 25/08/2026

A administração estadual do Rio de Janeiro exonerou 6.145 cargos em comissão até 21 de agosto, parte de uma reestruturação que envolveu cortes em todo o Executivo. Do total de 14.340 comissionados registrados em março de 2026, o governo já retirou mais de 6 mil nomes da folha e estima uma economia de R$ 221 milhões até dezembro de 2026, considerando apenas os cargos que permanecerão vagos.

Auditorias internas identificaram grande número de comissionados que não tinham senhas de acesso a sistemas do Estado, como o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), sendo classificados pelas equipes como servidores que cumpriam presença apenas para assinar a folha de ponto mensalmente. Isso motivou parte das exonerações iniciadas desde março.

Ao mesmo tempo em que ocorreram 6.145 exonerações, foram realizadas 2.496 nomeações. As novas escolhas para cargos de primeira linha, efetuadas desde março, têm trazido principalmente servidores de carreira. Todas as indicações passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), segundo a administração, com critérios que priorizam a proteção do erário e a gestão eficiente, transparente e orientada a resultados.

Auditorias e continuidade dos cortes

O governo informou que outras demissões poderão ocorrer à medida que os trabalhos de auditoria conduzidos pelo GSI e pela Controladoria Geral do Estado forem finalizados. A projeção de R$ 221 milhões em economia leva em conta apenas posições que não serão preenchidas até dezembro; valores efetivos dependerão do resultado das apurações e das decisões administrativas subsequentes.

Reorganização de pastas

Na reorganização administrativa, o número de secretarias estaduais caiu de 32 em março para 28 atualmente. A redução foi obtida por meio da fusão de algumas pastas, como parte das medidas para enxugar a estrutura e reduzir despesas.

Contexto político

O desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o governo do Estado em 23 de março de 2026, após a renúncia do então governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado Federal. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a inelegibilidade de Cláudio Castro; em 2 de junho o plenário do TSE manteve a decisão por 5 votos a 2. A inelegibilidade vale por oito anos a partir da eleição de 2022, ou seja, até 2030.

As mudanças prometem continuidade enquanto o governo conclui as auditorias e promove ajustes na estrutura administrativa, com objetivo declarado de reduzir gastos e aumentar a eficiência da máquina pública.

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via Agencia Brasil

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